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Neurologia em Lisboa

A Neurologia é a especialidade médica que estuda e trata as doenças do Sistema Nervoso.


Atualmente, um Neurologista possui a capacidade de acompanhar e tratar vários tipos de doenças que afetam o ser humano nas suas várias etapas da vida. Assim, os doentes que mais frequentemente visitam este especialista queixam-se de cefaleias (dores de cabeça), epilepsia e convulsões, demência, doença de Parkinson, vertigem e acidentes vasculares cerebrais.

Médico neurologista - Director do Serviço de Neurologia do Hospital Garcia de Orta

O que é um Neurologista?

Um neurologista é um médico que se especializou e no diagnóstico e tratamento das doenças que afectam o cérebro e medula espinhal (sistema nervoso central), os nervos periféricos (nervos que conectam o cérebro e a coluna vertebral aos órgãos, como pulmões ou fígado) e os músculos.

As doenças neurológicas abrangem várias condições, como sejam dores de cabeça, epilepsia, acidente vascular cerebral e doenças do movimento, como tremor ou doença de Parkinson, entre outras.

 

Eis as principais razões que devem levá-lo consultar um neurologista:

 

1. Dores de cabeça

As dores de cabeça são algo que todos nós já experimentamos.

Elas podem ser sentidas na face, no topo da cabeça, pelos músculos da cabeça e pescoço, e até mesmo nos ombros e na nuca, ou ao longo da base do crânio e do cérebro.

Podem ser acompanhadas de vómitos, incapacidade para tolerar o ruído ou a luz.

Devemos ficar atentos se uma dor de cabeça ocasional se torna mais severa ou contínua, ou se uma dor de cabeça que surge repentinamente e se acompanha de alterações na visão ou até convulsões.

 

2. Dor crónica

A dor crónica é uma queixa muito frequentemente associada a outras patologias, como problemas na coluna, pós acidentes, secundária a diabetes, neoplasias entre outras.

Quando a dor se acompanha de fraqueza muscular, dormência ou problemas com o controle da bexiga ou do intestino, deve consultar um neurologista.

É necessária uma investigação da causa subjacente diagnóstico, por forma a que o médico neurologista adopte as melhores estratégias para o controle adequado e minucioso destes sintomas, proporcionando ao paciente a retomada da qualidade de vida perdida para a dor.

 

3. Tontura e Vertigem

Tonturas e vertigens são sintomas muito comuns e nem sempre devidamente valorizados pelos próprios pacientes.

São várias as doenças que se manifestam sob a forma de tontura ou vertigens, desde patologias relativamente inofensivas até quadros mais graves e preocupantes.

 

É fundamental entender que tontura e vertigem não são a mesma coisa.

 

A tontura é sentida como uma sensação subjetiva de fraqueza ou mesmo de quase desmaio que pode ocorrer na pressão baixa, problemas cardíacos, anemia, hipoglicemia, entre outros. É um sintoma pouco específico e que pode ocorrer em várias condições clínicas por vezes muito diferentes.

 

A vertigem é mais específica. A vertigem traz sempre uma sensação de movimento, seja do espaço a rodar em relação ao corpo, ou do corpo em relação ao espaço. Essa sensação pode ser de rotação (mais frequente) ou mesmo de balanço.

 

Este sintoma é mais típico das doenças que afectam o sistema vestibular, ou seja, ouvido interno (labirinto), mas também em doenças que afectam o cerebelo.

 

4. Dormência e/ou formigueiro

De certeza que você já sentiu, uma ou outra vez, a sensação de dormência ou formigueiro.

A sensação de dormência é por exemplo a do efeito de anestesia local que acontece num tratamento no dentista.

Já o formigueiro é a sensação que ocorre quando se senta de uma forma incorrecta em que corta a circulação sanguínea.

Em ambos os casos, a sensação é transitória e a recuperação é completa.

Estas sensações são designadas pelos médicos como parestesias, e existem outras como sejam a sensação de ardor ou queimadura.

As parestesias ocorrem quando há uma alteração em qualquer parte da via sensitiva, ou seja, as parestesias são sempre de acusa neurológica.

São inúmeras as possíveis causas neurológicas de parestesias, algumas simples outras bem mais sérias. Como exemplos:

  • Acordar com uma ou as duas mãos dormentes, na síndrome do túnel do carpo.

  • Parestesias nas pontas dos dedos dos pés, em polineuropatias;

  • Parestesias simétricas nas duas pernas, em lesão da medula espinhal;

  • Dormência ou formigamento em braço e perna do mesmo lado indica lesão no lado oposto do cérebro.

 

A coluna vertebral só provoca parestesias se houver compressão de raízes nervosas ou da medula espinhal, como pode acontecer em hérnias discais.

Dormência, formigueiro, sensação de queimadura ou outras parestesias – se persistentes ou recorrentes - devem levá-lo a procurar um neurologista.

 

5. Fraqueza muscular

A fraqueza muscular significa a perda de força de determinado músculo do corpo, ou seja, a pessoa não consegue movimentar o músculo normalmente, apesar de fazer esforço.

A fraqueza muscular pode ser um sinal ou sintoma de algumas doenças neurológicas, como esclerose múltipla, doença de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica, acidente vascular cerebral e hérnia de disco.

 

A pessoa que sente fraqueza muscular deve procurar um médico neurologista quando:

  • A fraqueza se torna mais acentuada ao longo de dias;

  • Há dificuldade em respirar;

  • Há dificuldade em levantar a cabeça ao estar deitado;

  • Há dificuldade para mastigar, falar ou engolir;

6. Alterações de movimento

As alterações de movimento ocorrem em várias doenças neurológicas, desde o aparecimento de movimentos involuntários, alterações na qualidade do movimento com perda da habilidade em movimentos habituais (abotoar um botão da camisa ou escrever), a alterações na marcha, ao aparecimento tremores.

Entre as doenças neurológicas que podem causar este tipo de alterações, referimos a Doença de Parkinson, Tremor essencial, Coreia, Distonias, entre outros.

7. Convulsões

Convulsões, ou crises convulsivas, acontecem frequentemente na prática clínica. É uma condição muito frequente, em todas as idades, especialmente em crianças nos primeiros anos de vida.

O tipo mais comum e conhecido de convulsões é a crise convulsiva generalizada, onde o indivíduo desmaia, e começa a ter abalos generalizados, sem nenhuma consciência, geralmente revirando os olhos e com hipersalivação e por vezes incontinência urinária. Este tipo de crise - crise convulsiva generalizada tónico-clónica, é uma emergência médica que deve ser rapidamente controlada, já que pode ter consequências graves se não for atempadamente tratada.

Existem entretanto, outros tipos de crises convulsivas, como as crises de ausência – onde o indivíduo apenas perde a consciência e fica com o olhar parado por segundos, voltando ao normal em seguida; as crises parciais complexas, como explica o próprio nome, são mais heterogêneas, e podem dar sintomas mais diferentes, como movimentos da boca, virada da cabeça, mistura de vários movimentos estranhos, sempre com alguma perda da consciência, mas sem desmaio completo, como ocorre nas crises generalizadas.

 

Por fim existem ainda as crises parciais simples, onde o indivíduo acometido apresenta apenas sintomas focais sem nenhuma perda da consciência, como estar num momento conversando e de repente ter um abalo involuntário no braço e perna, incontrolável, ritmado, sabendo descrever tudo o que aconteceu depois disso.

As causas podem ser várias, desde a epilepsia, a traumatismos cranianos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), tumores, malformações vasculares, doenças metabólicas, e doenças infecciosas cerebrais, entre outras.

8. Problemas de visão

A perda visual pode ser consequência de diversas alterações do olho e das estruturas neurais responsáveis por levar o estímulo visual até o cérebro.

 Quando falamos sobre perda visual de causa neurológica, geralmente atribuímos esta perda a algum defeito ou problema no nervo óptico (nervo que se origina posteriormente ao olho; o seu início pode ser visualizado através do exame do fundo de olho; e é responsável por iniciar o transporte da informação vial até o cérebro). Porém, há outros locais que podem gerar perda de visão de causa neurológica, como o tronco encefálico, lobo temporal, lobo parietal e, principalmente, lobo occipital (regiões cerebrais que possuem estruturas que fazem parte da via óptica).

Enumeramos algumas as doenças das principais causas neurológicas de perda de visão:

  • Neuropatia óptica isquémica (Arterite de Células Gigantes, ou num contexto mais comum de pacientes com factores de risco cardiovascular (tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade).

  • Neurite de origem auto-imune: Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica.

  • Neurite óptica infeciosa, que ocorre na infecção do nervo óptico ou também de estruturas do olho em si, causada por uma série de microorganismos, como Treponema pallidum (bactéria causadora da sífilis), Toxoplasma Gondii (protozoário da toxoplasmose) e Bartonella hanselae.

  • Na Neuropatia por deficiência nutricional, como acontece na deficiência de vitaminas do complexo B (principalmente B1 e B12).

  • Na Neuropatia tóxica: Algumas medicações podem ter efeito tóxico para o nervo óptico, como etambutol e isoniazida (antibióticos usados no tratamento de tuberculose), amiodarona (medicação cardiológica) e infliximab (medicação reumatológica).

  • Na Neuropatia por causas compressivas, como tumores malignos ou benignos, aneurismas e abcessos podem gerar quadro de perda de visão lentamente progressivo ou crônico, devido à compressão direta de alguma estrutura da via óptica.

A visão é um dos sentidos mais importantes para a qualidade de vida das pessoas, permitindo melhor interacção, autocuidado e independência. Torna-se necessário que, nestes casos, o neurologista e o oftalmologista trabalhem em conjunto para permitir um diagnóstico correto e um tratamento precoce, bem como para orientar o paciente sobre expectativas e prognóstico. 

9. Problemas de memória

Todo mundo sofre com episódios de esquecimento – esses não são motivo para preocupação e tendem a aumentar com a idade. Contudo, há uma diferença entre perda de memória leve devido ao envelhecimento normal e a perda de memória progressiva ou extrema, devido a doenças tais como Alzheimer.

A perda de memória pode começar repentinamente ou aproximar-se lentamente. Ela pode afetar a sua capacidade de se lembrar de eventos recentes, eventos no passado ou ambos. Você pode esquecer um único evento do passado/presente ou muitos deles. Você pode ter dificuldade em aprender coisas novas ou fazer novas memórias. A perda de memória pode ser permanente ou temporária.

Marque uma consulta médica se a perda de memória está começando a afetar suas atividades diárias ou se for acompanhada de outros sintomas. Muitas causas de perda de memória são tratáveis quando diagnosticadas precocemente. Se não for diagnosticada e tratada, algumas doenças vão progredir e tornar o tratamento mais difícil.

São várias as causas de perda de memória:

  • Medicamentos: Uma série de medicamentos pode interferir ou causar perda de memória. Possíveis culpados incluem:

    • Antidepressivos

    • Anti-histamínicos

    • Ansiolíticos

    • Relaxantes musculares

    • Tranquilizantes

    • Indutores de sono

    • Antiepiléticos

  • Tabaco, álcool e drogas:  O uso excessivo de álcool tem sido reconhecido como uma das causas de perda de memória. Além disso, fumar reduz a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro. O tabaco também favorece um processo de degeneração das células, que podem incluir àquelas do sistema nervoso. Já as drogas recreativas ilícitas, como cocaína ou heroína, podem alterar quimicamente o cérebro, aumentando o risco de perna neurológica e, consequentemente, falhas na memória.

  • Privação do sono:  Tanto a quantidade e a qualidade do sono são importantes para a memória. Dormir muito pouco ou acordar com frequência durante a noite pode levar à fadiga, o que interfere com a capacidade de consolidar e recuperar informações.

  • Depressão e Ansiedade: A ansiedade e a depressão podem ambos comprometer a atenção e a concentração, o que pode afetar a memória.

  • Deficiência nutricional: As deficiências em vitamina B1 e B12 especificamente são mais responsáveis por afetar memória.

  • Causa traumática: Um traumatismo craniano, num acidente de carro, por exemplo, pode prejudicar o cérebro e causar perda de memória de curto ou longo prazo.

  • Acidente Vascular CerebralUm acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando o fornecimento de sangue ao cérebro é interrompido, devido ao bloqueio de um vaso sanguíneo para o cérebro ou o vazamento de um recipiente para o cérebro. O AVC muitas vezes causa perda de memória de curto prazo. Uma pessoa que tenha sofrido um acidente vascular cerebral pode ter memórias vívidas de eventos da infância, mas ser incapaz de recordar o que comeu no almoço.

  • Demência: A demência é o nome para uma perda progressiva da memória e outros aspectos do pensamento que são suficientemente graves para interferir nas funções diárias. Apesar de existirem muitas causas de demência - incluindo a doença dos vasos sanguíneos, o abuso de drogas ou álcool, ou outras causas de danos ao cérebro – a mais conhecida é a Doença de Alzheimer.

  • Outras causas: Outras possíveis causas de perda de memória incluem uma hipoactividade ou hiperatividade da tireoide e infecções como HIV, tuberculose e sífilis que afetam o cérebro.

Médico neurologista - Director do Serviço de Neurologia do Hospital Garcia de Orta

A avaliação médica especializada consegue identificar uma série de sinais que sugerem alteração do sistema nervoso, e indicar os exames complementares mais adequados para fazer um diagnóstico preciso.

Diagnóstico das doenças neurológicas

Além do exame clínico feito por um neurologista competente, e da identificação dos sintomas acima relacionados, uma série de exames pode auxiliar no diagnóstico das doenças neurológicas. Dentre eles estão:

  • Estudos de imagem: diversos exames de imagem contribuem para o diagnóstico correto de doenças neurológicas, como a Ressonância Magnética, a Tomografia Computadorizada, ou ambos. A Ultrassonografia e o Doppler também podem ser utilizados também podem ser utilizados quando existe a suspeita de doenças específicas.

  • Estudos fisiológicos: existem vários tipos de exames neurofisiológicos (e.g. eletroencefalograma, eletroneuromiografia, potenciais evocados), possibilitando métodos de avaliação das funções do Sistema Nervoso Central e Periférico, ajudando no diagnóstico e na definição do tratamento das doenças neurológicas.

  • Testes neuropsicológicos: esses testes envolvem entrevistas, aplicações de questionários e testes específicos, com o objetivo de testar áreas como atenção, memória, linguagem, raciocínio, e capacidade de aprendizagem.

  • Análise do líquido cefalo-raquidiano: feita através de uma punção lombar, por meio de uma agulha que retira uma pequena quantidade de líquido, que é enviada para análise laboratorial.

  • Exames ao sangue: incluindo testes genéticos, pesquisas de níveis terapêuticos de drogas no organismo, testes para anticorpos específicos, e testes gerais para inúmeras outras doenças que podem causar sintomas neurológicos.

  • Biópsias: remoção de pequena parte de tecido nervoso, pele, ou músculos, para posterior análise.

Tratamento das doenças neurológicas

Por mais assustador que possa parecer ser diagnosticado com uma doença neurológica, é importante entender que existem tratamentos disponíveis. A medicina tem evoluído bastante, e novas opções de medicamentos têm surgido para auxiliar no manejo dessas condições.

Os medicamentos escolhidos pelo neurologista para o tratamento da doença dependerá do tipo de doença de base e dos sintomas apresentados pelo paciente. Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos.

Além dos medicamentos e cirurgias, outros tipos de tratamentos estão disponíveis e auxiliam significativamente na recuperação do paciente com doença neurológica. Assim é, porque as doenças neurológicas são multi-factoriais e afectam diversas áreas da funcionalidade, sendo frequentemente necessárias intervenções multidisciplinares.

Dentre estas citamos:

  • Terapias com movimento, exercícios e actividade física, para a melhora da capacidade motora do indivíduo;

  • Fono-audiologia, que melhora o funcionamento da deglutição e a linguagem;

  • Terapias ocupacionais/cognitivas para estímulo da funcionalidade, trabalhando sobre as áreas cognitivas afectadas, como memória, comunicação verbal e escrita, linguagem, etc;

  • Psicoterapia para o tratamento dos componentes emocionais da doença

Se não tratadas, as doenças neurológicas podem resultar em consequências sérias. Os resultados dependem, obviamente, da gravidade da doença, do tipo da doença, do tempo entre início dos sintomas e o tratamento, dentre outros factores.

O mais importante é procurar ajuda, caso perceba que você ou alguém que você conhece está apresentando qualquer um dos sintomas acima listados.

O diagnóstico rápido e preciso permite o tratamento precoce, a melhora da qualidade de vida e do prognóstico da doença, muitas vezes sendo a diferença entre a vida e a morte.

Médico neurologista - Director do Serviço de Neurologia do Hospital Garcia de Orta

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