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Consulta da Memória em Lisboa

As alterações de memória com carácter patológico podem ocorrer em todo o ciclo de vida. O diagnóstico diferencial entre o envelhecimento normal e a perturbação cognitiva exige perícia técnica. É fundamental distinguir causalidades orgânicas (ex doenças neurodegenerativas como as demências) e emocionais (ex depressão ou ansiedade) perante queixas cognitivas.

 

Na Consulta da Memória está disponível equipa de médico neurologista, psiquiatra e de neuropsicólogos.

 

Após o diagnóstico médico, se existir indicação terapêutica, poderá ser elaborado um plano de Estimulação/Reabilitação Cognitiva executado por neuropsicólogos. Se for diagnosticada causa emocional da disfunção cognitiva, poderá ser proposto intervenção com psicofármacos e/ou psicoterapia por psicoterapeuta.

 

A Estimulação/Reabilitação Cognitiva é uma intervenção estruturada realizada por neuropsicólogos, prescrita por médico psiquiatra ou neurologista, direcionada para pacientes com Déficit Cognitivo Ligeiro ou para Síndromes Demenciais (Demência de Alzheimer, Demência Vascular, Demência Mista, Demência Fronto-Temporal , Demência de Corpos de Lewy ou outras).

 

No Deficit Cognitivo Ligeiro o paciente tem alterações da memória, da aprendizagem, da orientação ou da planificação, mas mantêm a sua capacidade funcional nas atividades de vida diárias (higiene pessoal, condução, gestão doméstica e financeira). Esta situação clínica, embora determine sofrimento psicológico e desconforto, raramente evolui para demência (somente 10% dos DCL evoluem ao ano para demência). Há benefício em estimular as áreas em défice e as áreas integras de forma a manter uma performance cognitiva adequada.

 

Nas demências, de Alzheimer ou outras, o paciente evolui com deterioração cognitiva que determina alterações das atividades de vida diárias, levando a uma dependência crescente pelos familiares, inicialmente em tarefas mais complexas (gestão de dinheiro, planificação doméstica, condução), e mais tarde mesmo nas atividades mais básicas (vestir-se, higiene pessoal, orientar-se espacialmente).

 

À medida que a demência agrava o paciente frequentemente apresenta alterações psicológicas (depressão, ansiedade, hostilidade, desconfiança, delírios ou alucinações) ou comportamentais (deambulação, inquietação, gritos, oposicionismo, agressividade, controle obsessivo dos cuidadores, ciúme, desinibição sexual, negligência de cuidados pessoais), que determinam crescente constrangimento, angústia e desconforto, especialmente dos familiares.

 

Algumas patologias neurológicas focais (traumatismos cranianos, acidentes vasculares cerebrais, tumores, etc) com alterações cognitivas restritas, mas mesmo assim determinantes de alteração funcional, também podem beneficiar da Estimulação/Reabilitação Cognitiva.

 

Para além de intervenção farmacológica por médico psiquiatra ou neurologista, estes pacientes beneficiam de intervenções não farmacológicas, bem fundamentadas cientificamente, que estabilizam ou atrasam a evolução das dificuldades cognitivas e dos sintomas comportamentais e psicológicos destes pacientes. Estas intervenções não farmacológicas podem ser aplicadas em todos os estádios da patologia, permitindo a potencialização ou mesmo a redução da prescrição de psicofármacos. Controlando a psicopatologia dos pacientes, atua-se também na saúde mental dos familiares e cuidadores (mais de 50% dos familiares de doentes com demência têm depressão ou ansiedade disfuncional, provocadas pela sobrecarga emocional da difícil tarefa de cuidar).

 

Após uma avaliação clínica pelo médico assistente, e depois de uma avaliação neuropsicológica por neuropsicólogo, estrutura-se um plano de estimulação/reabilitação cognitiva e de modelação comportamental adaptado aos déficits e às potencialidades de cada paciente. Cada programa de intervenção é adaptado às necessidades de cada paciente e às limitações identificadas pelos familiares.

 

Este programa é precedido de uma avaliação neuropsicológica (ver Avaliação Neuropsicológica), baseada numa bateria de testes psicométricos que determinam, de forma qualitativa e quantitativa, os défices de várias áreas de funcionamento cognitivo (memórias, raciocínio, atenção, orientação, afasias, apraxias, agnosias, planificação, capacidade visuo-espacial, juízo crítico, etc.). Nesta avaliação neuropsicológica são também avaliadas alterações emocionais, limitação nas atividades diárias e o histórico sócio-profissional, que condicionam a elaboração do programa de reabilitação/estimulação cognitiva.

 

O programa de estimulação/reabilitação cognitiva tenta estimular áreas em déficit ou, utilizando o potencial de plasticidade cerebral, utilizar domínios cognitivos de compensação ao déficit. O objetivo é aumentar ou preservar a funcionalidade do paciente, melhorando a sua vivência de controle e desta forma a sua qualidade de vida. 


As sessões são semanais ou bissemanais, individuais ou em pequenos grupos de 3 a 5 pacientes, articulando-se com os familiares para aferir os resultados da intervenção ou para, quando necessário, disponibilizar sessões de Psicoeducação para Familiares (ceder informação sobre doença, promover estratégias de interação, manejar dificuldades psicológicas).

 

Utilizam-se metodologias diversas: técnicas de lápis e papel de estimulação/reabilitação cognitiva, recurso a software informático, terapia da validação (em que valida-se o comportamento do paciente com empatia), terapia de orientação da realidade (em que sistematicamente reorienta-se o paciente espacial, temporal, auto e alopsiquicamente), terapia da reminiscência (em que estimula-se o paciente recorrendo a objetos e experiências associadas a memórias remotas), técnicas de relaxação, consciencialização corporal e de reeducação gnoso-práxica, e ainda atividades lúdicas e expressivas aplicadas à reabilitação. Valoriza-se também a vinculação terapêutica, fundamentada numa relação empática e estruturante, como ferramenta de trabalho.

 

Também é valorizada a articulação com os familiares dos doentes ou com outros cuidadores formais que investem tempo nos pacientes (auxiliares de ação médica de lares, apoio domiciliário ou de centros de dia, empregadas, outros técnicos de saúde, etc.).

 

O programa de Reabilitação/Estimulação Cognitiva pode ser aplicado isoladamente ou pode ser uma das metodologias pertencente à um programa de reabilitação mais amplo ( Ver Avaliação Neuropsicológica e Psicoeducação para Familiares). A decisão pelo tipo de programa deve ser discutida e decidida junto dos médicos assistentes, psiquiatra ou neurologista, de acordo com o tipo de patologia, o estádio do deficit cognitivo e o perfil de personalidade e de interesses do paciente.

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